Vamos falar de filme- Almost Famous (Quase Famosos)






Eu amo Rock in Roll. Sou apaixonada por uma ideologia que minha geração não viveu. Nasci na época errada, com certeza. E é por isso que eu me consumo a arte e as lembranças dos afortunados que experimentaram esse pedaço exótico da história. Logo, Almost Famous é um dos meus xodós.

O filme retrata de forma muito carinhosa e particular não apenas o rock mas toda a cultura envolvida nele. E é compreensível, visto que o próprio criador e diretor Cameron Crowe viveu tudo na pele. O longa é praticamente autobiográfico, claramente inspirado em suas experiências e lembranças. "Como não invejá-lo?", eu pergunto. Qualquer um que, ainda pirralho, tenha tido a oportunidade de viajar à trabalho, ao lado de Led Zeppelin e The Who, merece minha inveja e de todos os amantes da boa música. 



Anita Miller: One day you'll be cool. Look under your bed, it'll set you free. 

Willian Miller tinha apenas 11 anos, quando sua irmã mais velha, Anita, saiu de casa para se livrar da mãe opressora. Ao ir embora, ela lhe deixou de presente sua coleção clandestina de LPs. Quando o garoto tem sua primeira experiência com o rock, contemplando as capas e descobrindo a poesia em uma admiração inocente, se dá início a primeira de muitas cenas memoráveis. 

Aos 15 anos, em meios à textos amadores, ele conhece o influente crítico de rock Lester Bangs- na vida real também foi um dos mais importantes jornalistas, criador do termo Haeve Metal. Bangs se identifica com o menino ao ponto de orientá-lo a escrever críticas "sinceras e impiedosas". Pouco tempo depois ele é convidado por Ben Fong- Torres, importante editor da consagrada revista Rolling Stones, para escrever uma matéria, acompanhando parte da turnê do grupo em ascensão, Stillwanter.



Jeff Bebe: Some people have a hard time explaining rock 'n' roll. 
I don't think anyone can really explain rock 'n roll.


Assim se inicia a viagem. Nesse ambiente em que os bastidores são tão intensos e impressionantes quanto o espetáculo, ele encontra a misteriosa e encantadora Penny Lane. É Penny- uma espécie de group que ama verdadeiramente a música e acompanha a banda na intenção de inspirar a arte- a responsável por introduzir o rapaz inexperiente ao mundo do rock in roll. Assim como Lester Bangs e Ben Fong- Torres, Peny Lane também é uma figura real, inspirada na paixão adolescente de Crowe, Bebe Bueli. Kate Hudson, por sua atuação, foi indicada ao Oscar e ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante.

Apesar de sua perigosa condição de jornalista e contrariando o conselho de seu mentor, Willian foi recebido por todos como parte do grupo. À medida que ficava amigo dos músicos, apaixonado por Penny e mergulhado na sedutora cultura dos astros, se tornava mais difícil cumprir a tarefa de ser honesto em sua crítica.  




William Miller:  I have to go home.
Penny Lane::  You are home.


Um dos fatores mais interessantes do filme é a mistura constante de ficção e realidade. Até mesmo a fictícia Stillwanter foi criada à partir das experiências de Cadence com outras bandas, como The Who, Led Zeppelin e Alien Brothers.


A frase que o guitarrista Russel Hammond, drogado,  gritou em cima do telhado, "Eu sou o Deus dourado" foi proferida, na verdade, por Robert Plant, vocalista do Led Zeppeling, em cima de um hotel, em Los Angelis. 

Outra cena memorável inspirada em fatos reais, foi a turbulência do avião, quando a banda, diante da morte eminente, revelou vários segredos. Realmente aconteceu algo parecido com a galera de The Who e Cameron Crowe foi testemunha.



Anita Miller: This song explains why I'm leaving home to become a stewardess. 


Não é um filme vazio, ao contrário. Observamos através do drama de Anita, como o a poesia incitou gerações a lutar contra o sistema oprimente. Somos testemunhas das reflexões impagáveis de Lester Bangs, que nos faz pensar em quanto o verdadeiro rock foi deturpado em detrimento da liberdade inspiradora. Somos levados pela leveza de Penny Lane, com sua genuína e contagiante paixão pela música e por Russel Handson, provando que a genialidade não exime um rockstar de reconhecer um erro. E acompanhamos o jovem prodígio, Willian Miller, em seu amadurecimento pessoal, convivendo com uma nova filosofia, descobrindo o valor da amizade, honestidade e ética.


Almost Famous é o retrato da música nascida das estradas e da pura expressão de liberdade. Apesar de ter como tema  "Sexo, Drogas e Rock'in roll" não é um filme forte. O abuso de entorpecentes e a sexualidade livre não são tratados com tanta seriedade, o toque sarcástico torna o filme indicado para vários públicos. 



William Miller: So Russell... what do you love about music? 
Russell Hammond: To begin with, everything.


A trilha sonora é uma atração à parte. Há uma cena em particular ao som de Tiny Dancer, do excepcional Elton John, que captura bem a áurea do filme. Não é apenas a minha cena preferida, como também a considero uma das mais bonitas e cativantes do cinema. Se eu pudesse, entraria no filme nesse momento, sentaria no ônibus e ficaria ali, tipo... para sempre. 


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6 comentários:

  1. É um filme para todo roqueiro que se preze assistir. A resenha ficou linda. Você conseguiu nos cativar com as imagens.


    Um leve bater de asas para todos!!!!!!!!!!

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  2. Adorei!! quero assistir esse filme, fiquei curiosa :)

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  3. Nunca tinha ouvido falar desse filme, mas com certeza vai ser mais uma indicação sua que vou ter que assistir! Além de amar Rock gosto muito da Kate Hudson acho ela maravilhosa.

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  4. Esse é um filme que todo roqueiro que se preze deve assistir.

    Um leve bater de asas para todos!!!!!!!!!!!!

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  5. Amo demais esse filme. Foi um dos preferidos na minha adolescência e um dos motivos que sempre quis seguir uma banda em uma turnê... hahahaha
    Adorei o post! o/

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  6. O filme é realmente perfeito.
    Sempre tive a sensação que queria viver nessa época. A época do rock, quando as pessoas não perdiam tanto o seu tempo com coisas inúteis e todo mundo sabia o que era música boa.
    A resenha ficou realmente fantástica.

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